Pages of a heart
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“Você não precisa mais de chocolate. Agora, você tem um cidadão que te causa o mesmo efeito. Que te dá uma sensação boa pelo corpo inteiro. Que te dá energia e que te dá gosto (…) E ele é meio clichê do seu lado. Ele fala que te adora. Te chama de linda. Diz que te quer pra sempre. Mas enquanto o pra sempre não chega, você quer aproveitar cada segundo do lado dele. Você queria não ter hora pra ir embora. Você queria que ele não fosse embora. Você só queria rir com ele à noite inteira. E queria que a noite inteira não tivesse fim.”
Brena Braz (via ps-pictures)

PAPAI DO CÉU, se não for para ser, tira do meu coração? AMÉM.

Tento me achar nesta dimensão confusa, tento decifrar o meu verdadeiro eu. Sou tão confusa, fico tão perdida nesse mundo de loucos. Sou um enigma tão difícil de desvendar, sou misteriosa e tão difícil de se lidar. Tento achar alguma forma de explicar pras pessoas como eu sou, como eu me sinto, mas nem eu mesmo sei perfeitamente. Vivo cobrando de todos, que possam me compreender em certas ocasiões, mas eu sou um caso perdido, nem eu sei lidar comigo mesma. O meu humor varia assim como as estações, um dia estou fervendo, um dia leve como o vento, outro estou tão fria. Não me compare com uma bipolar, mas eu mudo de humor facilmente. Mas minha opinião sobre o universo e sobre as pessoas sempre continuam a mesma. Com o tempo tento perceber e as vezes até mudar, para me sentir melhor e não ser tão fechada. Queria então poder voar, me sentir livre e não ter medo de cair, mas logo já me sinto presa e fico usando armaduras para ninguém me machucar. Sou tão decidida com o que eu quero, mas gosto de confundir a cabeça dos outros mudando de ideia toda vez que concordam comigo. Gosto de agir diferente, nunca gostei de ser igual a todos. Quando a rotina enjoa e o corte do meu cabelo também, eu faço diferente, deixo de assistir um filme de tragédia e vou logo para a comédia, e assim por diante inovo no corte de cabelo. Não sou de aturar injustiças, quero que a verdade seja dita, doa quem doer. Assim vou vivendo a vida chatinha que construí, mas que posso contar uma boa história de acontecimentos bobos para os que recém chegaram. E há aqueles que passaram um bom tempo tentando me consertar, tentar me ganhar como um jogo. Há aqueles que tentam me mudar, tentam me compreender, e tem aqueles, que no caso são os meus favoritos, que me chamam de louca mas que estão comigo e aturam a chatisse repentina de uma garota enigmática. (deslocad4)

8 hours ago · 55 notes · reblog
originally deslocad4 · via deslocad4
“Cometa bobagens. Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a cerrar a boca para que o seu futuro do passado não seja ressentimento. Demita o guarda-chuva, desafie a timidez, converse mais do que o permitido, coma melancia e vá tomar banho de rio. Mexa as chaves no bolso para despertar uma porta. Cometa bobagens. Não compre manual para criar os filhos, para prender o gozo, para despistar os fantasmas. Não existe manual que ensine a cometer bobagens. Não seja sério; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira. Não atravesse o corpo na faixa de segurança. Grite para o vizinho que você não suporta mais não ser incomodado. Use roupas com alguma lembrança. Use a memória das roupas mais do que as próprias roupas. Desista da agenda, dos papéis amarelos, de qualquer informação que não seja um bilhete de trem. Procure falar o que não vem à cabeça. Cantarolar uma música ainda sem letra. Deixe varrerem seus pés, case sem namorar, namore sem casar. Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar. Leve uma árvore para passear. Chore nos filmes babacas, durma nos filmes sérios. Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. Não diga “eu sei, eu sei”, quando nem ouviu direito. Almoce sozinho para sentir saudades do que não foi servido em sua vida. Ligue sem motivo para o amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros esperam para ser os outros em você. Transforme o sapato em um barco, ponha-o na água com a sua foto dentro. Não arrume a casa na segunda-feira. Não sofra com o fim do domingo. Alterne a respiração com um beijo. Volte tarde. Dispense o casaco para se gripar. Solte palavrão para valorizar depois cada palavra de afeto. Complique o que é muito simples. Conte uma piada sem rir antes. Não chore para chantagear. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade.”
Carpinejar.  (via rockandsoda)

8 hours ago · 2,274 notes · reblog
originally acalento · via deslocad4

Minha melhor amiga é a vadia mais linda que existe.

“Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.”
— Arnaldo Jabor. (via nomedeboneca)